sexta-feira, 2 de novembro de 2007

MORTE EM VENEZA: UM OLHAR PARA O BELO


A fonte inspiradora da criação quase sempre encontra na beleza o mote desencadeador das narrativas. A tentativa de traduzir as formas de ver e sentir o mundo, suas percepções e emoções, em palavras, mostra-se assim como o desafio maior de poetas, músicos, escultores e artistas de diversas categorias. O fazer literário sempre se mostrou dividido entre os artistas enlevados pelo sentimento e aqueles que buscam a concepção pelos caminhos mais racionais. Tendo essa dicotomia entre razão e emoção como base, Thomas Mann, busca, nas elucubrações de um escritor conceituado, elucidar a questão antológica da concepção artística e sua necessidade do belo, na obra Morte em Veneza (2000).

O enredo consiste na narração da trajetória de Gustav Von Aschenbach, um escritor alemão de reconhecimento internacional que entende como única forma de conduta produtiva para o artista aquela derivada de uma vida austera e de comportamento reto, “uma vida de autodomínio e obstinação, uma vida áspera, perseverante e comedida”. Acreditando ser o sentimento uma forma de lassidão do caráter, Aschenbach vê sua conduta e sua concepção de criação artística dar uma guinada ao conhecer Tadzio, um adolescente Polonês, em Veneza, e por ele nutrir uma paixão platônica, admirando de longe a beleza do rapaz, adorando-o de forma pungente, mortal.

Com constantes questionamentos sobre o processo criativo do artista, Mann, através de Aschenbach, expõe e elucida a opinião na qual o rigor e a disciplina prevalecem sobre a inspiração: “O belo enfeitiça e entorpece a razão e a moral do artista, embriaga, faz com que sua alma se entregue ao prazer imediato e esqueça completamente sua verdadeira função”. E traz à tona a questão sempre presente da inspiração, da busca incessante da tradução do belo na criação.

No momento em que vê Tadzio pela primeira vez, o personagem escritor, visivelmente transtornado, acredita estar diante da maior representação de beleza já vista, seja na natureza seja na produção artística. O narrador onisciente traduz a visão do Belo como se usasse os olhos do personagem:


“Aschenbach notou com espanto que o rapaz era de uma beleza perfeita. Seu rosto pálido, graciosamente reservado, emoldurado por cabelos anelados cor de mel, o nariz reto, a boca adorável, a expressão de seriedade afável, digna de um deus, lembravam a escultura grega do
período áureo, sendo que à mais pura perfeição da forma aliava-se um encanto pessoal tão exclusivo que o observador acreditava jamais ter encontrado, quer na natureza, quer nas artes plásticas, algo que se aproximasse de um acabamento tão feliz.” (p.29).


A admiração exarcebada do objeto de desejo, sua idealização, a comparação com seres divinos, a não consumação do desejo são características claras do movimento romântico. Assim como Aschebach, Werther, em Os Sofrimentos do Jovem Werther (2002), marco inicial do Romantismo, do também alemão Goethe, nutre uma admiração secreta por Lotte, a quem adora de forma tão intensa e não consumada que culmina com o seu suicídio por não suportar mais a sua paixão. E, à semelhança de Tadzio, é assim que Lotte é descrita:

“É um anjo!... Ora, já sei que todos dizem isso de sua amada, não é verdade? Todavia, é-me impossível dizer a você o quanto ela é perfeita, também o porque de ser perfeita. Só isso basta: ela tomou conta do meu ser (...) Enquanto ela falava, eu me deletei em fitar seus olhos negros. Como toda a minha alma era atraída pelos seus lábios cheios de vida, suas faces frescas e animadas! E eu, perdido no sentido de suas frases e na admiração que elas me causavam, nem conseguia ouvir as palavras de que ela se servia! (p. 23/27)


Também em O Retrato de Dorian Gray (2002), de Oscar Wilde, obra que leva o questionamento da beleza a uma reflexão acerca da moralidade humana através dos atos do belo Dorian, o indivíduo dotado de perfeição física é elevado ao status de figura divina da perfeição: ”A beleza não sofre contestação. Tem o direito divino da soberania” (p.31). E em uma clara analogia da necessidade do belo como forma de inspiração para o artista, Basil, o pintor, assim relata sua a primeira impressão perante aquele que seria seu modelo:

“Voltei-me e vi Dorian Gray pela primeira vez. Quando os nossos olhos se cruzaram, senti que empalidecia. Dominou-me uma curiosa sensação de medo. Pressenti que me encontrava face a face com alguém cuja simples personalidade era tão fascinante, que, se eu me deixasse atrair, poderia absorver-me inteiramente, absorver-me a alma e até a arte.” (p.19).


Aqui a admiração ultrapassa o viés romântico e levanta a questão milenar da forma de elaboração artística. Se para alguns a fonte de inspiração, através da submissão ao belo, é o caminho para o encontro com a obra na sua plenitude, para outros a criação artística é defendida como um labor artesanal, em que a transpiração, o rigor e a disciplina são elementos fundamentais para a concepção do artista, condutas que prevalecem sobre a inspiração, atmosfera onírica que debilita e arrasta o artista para a dor e a morte. Grande defensor da criação como decorrência da busca da forma exata - delegando assim o conteúdo ao segundo plano-, e do processo criativo como um ato cerebral, isento da contaminação da inspiração, Olavo Bilac, a exemplo de muitos, entende o fazer poético como um trabalho solitário, extenuante e anônimo, como mostra o poema “A Um Poeta”, de sua autoria:


Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
do claustro, na paciência e no sossego,
trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
do esforço: e a trama viva se construa
de tal modo, que a imagem fique nua
rica mas sóbria como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
do mestre. E natural, o efeito agrade.
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade.
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade. (p. 202)



No decorrer de Morte em Veneza, são constantes as referências aos heróis e deuses gregos, com relevância para os mitos que trazem a beleza como emblema maior. Deste modo, Aschenbach vê no sorriso de Tadzio a personificação do sorriso de Narciso; representante maior da beleza e da admiração desta, o belo rapaz, desprezando todos os admiradores, morreu afogado no lago em que contemplava sua perfeição. Ao contemplar o objeto de sua admiração nos joguetes, é Jacinto que ele vê a correr em direção ao disco, o jovem que por sua beleza atrai o amor de Apolo e os ciúmes de Zéfiro, e por isso tem a morte como conseqüência. A sublimação do velho escritor pelo jovem polonês é retratada também com a chegada da Aurora, Eos na mitologia, raptora de belos mancebos.


Em seu estudo O Mundo de Homero (2002), sobre as duas grandes epopéias homéricas, Ilíada e Odisséia, poemas que refletiram brilhantemente a antigüidade mais remota da civilização grega e projetaram-na adiante de forma tão rica e original que esta se faz presente nas mais diversas manifestações da arte na civilização do ocidente, o historiador Pierre Vidal-Naquet atenta para a predominância da juventude entre as personagens. Obras institucionais na fundação dos mitos, arquétipos da explicação máxima do comportamento humano, os heróis e deuses apresentados nos poemas trazem a característica estética da juventude máxima em sua quase totalidade – única exceção feita a Nestor, o ancião respeitado por sua experiência e sabedoria.

Causa e causador da guerra de Tróia, na Ilíada, Helena e Páris têm em comum a beleza transcendental. Sendo a mulher mais bela do mundo, havia sido prometida a Páris por Afrodite, caso este a escolhesse entre Hera e Atenas como a deusa “mais bela”. Com o seqüestro da bela cretense, Páris atrai a ira dos gregos sobre Tróia. É, portanto, a beleza o mote causador da discórdia que duraria dez anos e destruiria o império troiano. Naquet atenta para o fato de, decorrido vinte anos de seu seqüestro por Páris, em seu encontro com Telêmaco, filho de Ulisses, na Odisséia, ela continue tão bela quanto antes, “semelhante à áurea deusa Ártemis”.

No tocante a Páris, o historiador chama a atenção para seu estado intransponível de mancebo. Responsável pela guerra que assola sua terra, ele muitas vezes age como um covarde, como quando de seu duelo com Menelau, esposo de Helena: “... recuou rapidamente e se afasta, tomado por um calafrio, e bate em retirada, enquanto a palidez invade suas faces...” (p.90). Heitor, o heróico irmão a quem ele tanto decepcionava (devido a atitudes de covardia indignas de um guerreiro), sabe, minutos antes da morte, que seu algoz, Aquiles, será morto pelas flechas de Páris. Dessa forma, apesar de ser responsável pela destruição do grande inimigo de sua pátria, firmando assim a sua posição de herói, Páris não o faz em campo aberto, na batalha, como pede a natureza e honra de um guerreiro, demonstrando ter uma falta de intimidade com as armas e a luta. No que constata Naquet ser ele uma representação do feminino (principalmente por sua beleza extrema), como mostra a seguinte passagem:


“Portanto, ele continuou sendo um arqueiro, o que faz dele mais um homem da astúcia do que da guerra. Páris, personagem meio feminino,
belo demais para um rapaz - seus cabelos e sua beleza são “dádivas encantadoras da áurea Afrodite”-, é um efebo incompleto.” (p. 91).


Beleza e fragilidade, elementos definidores da personificação de Páris, estão presentes na compleição de Tadzio, moldando assim o perfil helênico do belo rapaz. Aschenbach testemunha uma cena entre este e um companheiro de brincadeira que termina em combate. De natureza delicada, Tadzio é totalmente dominado:

“... forçou Tadzio a uma luta que terminou rapidamente com a derrota do belo, mais fraco (...) ajoelhado sobre suas costas, afundava-lhe o rosto na areia, mantendo-o assim por tanto tempo que Tadzio, já sem fôlego em conseqüência da luta, ameaçava sufocar. Suas tentativas de livrar-se do opressor eram convulsivas, por alguns momentos cessaram inteiramente e, quando mais uma vez se renovaram, não passavam de um tremor.” (p.85).


A veneração do escritor pelo belo é assim concomitante com seu repudio a tudo que não for jovem e dotado de extrema beleza. A passagem que mostra o seu asco por certo “velhote” que se mistura a um grupo de jovens, todos no auge do vigor e da disposição próprias da juventude, durante a travessia que os levariam a Veneza, retrata a necessidade vital do belo para a alma sensível do artista criador. Assim, Aschenbach tem verdadeira repulsa ao indivíduo que pateticamente tenta se passar pelos demais, como se da mesma faixa etária:


“... era um velho, não havia dúvida. Rugas rodeavam-lhe os olhos e a boca, o carmesim baço das faces era ruge, o cabelo castanho sob o panamá de fita colorida, uma peruca, o pescoço, flácido, com os tendões à mostra, o bigodinho revirado e a mosca no queixo, tingidos, a dentadura completa e amarela, que exibia rindo não passava de uma prótese (...) Aschenbach observava enojado aquele personagem e suas relações com os amigos. Será que não sabiam, não viam que era um velho, que não tinha o direito a se fazer passar por um deles...” (p.22/23).



Mais adiante, já tomado de admiração por Tadzio, Aschenbach incute na mesma tentativa que havia reprovado antes de ser arrebatado de forma inalienável pela beleza. Assim, na tentativa de ser belo e, deste modo, usar a beleza como meio de atrair o belo, ele usa dos artifícios possíveis para se igualar – ou se fazer valorizar ao objeto de sua admiração. E, entregue às promessas e hábeis mãos do barbeiro, o velho escritor vê surgir, na sua imagem refletida no espelho, uma figura cheia de viço, que, no entanto, não difere muito da patética figura do velhote por ele tripudiado:


“... viu no espelho suas sobrancelhas se arquearem mais decididas e harmoniosas, o corte de seus olhos se alongar, seu brilho ser ressaltado com um leve toque de pintura nas pálpebras; viu despontar mais abaixo, onde a pele fora escura e opaca como couro, um carmim delicado (...) com o coração aos saltos, via surgir no espelho um jovem florescente...” ( p.80).


A tentativa da permanência na mais primaveril das etapas da vida do homem, a juventude, é outro questionamento acerca da beleza simbolicamente representado em O Retrato de Dorian Gray. A relação intrínseca entre esses dois conceitos é marcada na fala da personagem Henry, ao jovem Dorian - causa decisiva do pacto que este faria para manter ambas: “Quando a mocidade passar, a sua beleza ir-se-á com ela; então o senhor descobrirá que já não o aguardam triunfos... cada mês que se escoa o aproximará mais e mais de algo horrível...” (p.31). Em um paradoxo intrigante entre conceitos opostos de moralidade, o jovem Dorian mantém sua frescura e vigor enquanto o seu retrato envelhece e assume sua degradação moral. Aqui, os conceitos de beleza como sinônimo de virtude e de feiúra como sinônimo de vitupério são levados a xeque. A beleza, que é fonte de inspiração artística e é considerada como o caminho sensível para a verdade, assume conotações degradantes quando representada como forma de dissimulação. A essência, então, não corresponde ao invólucro, e a função primeira do belo, alcançar o espiritual pela via dos sentidos, torna-se um caminho equívoco e pecaminoso que conduz ao erro. Na passagem final da obra, toda a beleza de Dorian se reflete no retrato, enquanto as feições decrépitas de seu cadáver representam a sua verdadeira condição física e moral:


“Ao entrarem na sala, viram na parede o magnífico retrato do amo, como eles o tinham conhecido, em pleno apogeu da sua esplêndida mocidade e beleza. No chão, jazia o cadáver de um homem em traje de rigor, com uma faca cravada no peito. Ele estava lívido, enrugado e repugnante. Só pelos anéis é que seus criados conseguiram identifica-lo.” (p.177).



A admiração do escritor pela beleza de Tadzio, entretanto, ultrapassa a esfera da admiração estética. No limiar entre desejar e ser tomado pelo desejo, o austero escritor se vê escravizado pelo sentimento. E é assim, completamente subjugado à adoração pelo belo Polonês, que Aschebach, admitindo o que sente, sussurra para si aquela que seria a eterna fórmula do desejo: “Eu te amo!”, - mesmo que aqui ele a entenda como impossível, absurda, abjeta e ridícula, mas, ainda assim, sagrada. E justifica sua necessidade de admiração, de deleite, na contemplação pela beleza de Tadzio, com referências aos diálogos do filósofo Sócrates com o jovem aprendiz Fedro, “... um velho e um jovem; um feio, o outro, belo; a sabedoria junto à graça...” (p.52), nas suas decorrências sobre o desejo e a virtude, sobre a necessidade de um espírito bom, limpo para a concepção da beleza.

Em Fedro (2003), Platão apresenta um diálogo entre o jovem Fedro e o filósofo Sócrates, acerca do amor pontilhado de desejo e amizade. Nessa forma de amar, que o filósofo entende como semelhante a desejar, duas são as vertentes: “um é o desejo inato do prazer, outro a opinião que pretende obter o que é melhor”. A predominância da primeira leva, segundo ele, à intemperança. Em qualquer forma de desejo essa é a via menos digna do homem, e, no que diz respeito ao desejo carnal, ele assim define a conseqüência da escolha:


“Quando o desejo, que não é dirigido pela razão, esmaga em nossa alma o desejo do bem e se dirige exclusivamente para o prazer que a beleza promete, e quando ele se lança, com toda a força que os desejos inteperantes possuem, o seu poder é irresistível. Esta força todo-poderosa, irresistível, chama-se Eros ou Amor.” (p.70).


Essa dicotomia exposta por Sócrates entre razão e desejo na diligência moral do homem, perpassa também sua criação, sua forma de ver e entender a concepção artística. Mote subliminar de Morte em Veneza, encontra em Tonio Kröger (2000), obra anterior de Mann, o esboço do que seria a saga do escritor asceta. Em constantes elucubrações sobre a natureza do artista e sua forma de conduta criadora, o personagem título, Tonio, acredita que ao artista cabe certa rigidez na forma de ver a obra, nunca se entregando, nunca se deixando tomar pelo sentimento de forma incontrolada: “Se você dá muito valor ao que tem a dizer, se seu coração bate demasiado forte por seu assunto, você pode contar com um fiasco completo” (p.115). Criações de um mesmo autor, mesmo que em obras e momentos distintos, Tonio e Aschenbach são representações da perspectiva criadora decorrente de um comportamento reto e disciplinado, isento dos delírios da contemplação e do prazer. A seguir, duas passagens, respectivamente, que comprovam o perfil desses dois personagens escritores e sua forma de conduta em relação ao sentir:


“... o sentimento, o sentimento cálido e sincero, é sempre banal e inutilizável; somente as vibrações e os êxtases frios de nosso sistema nervoso corrompido de artista têm valor estético (...) Pois o sentimento sadio e vigoroso, está comprovado, desconhece o gosto. A partir do momento em que se torna homem e começa a sentir, o artista está acabado.” (Tonio Kröger p.116).

“Aschenbach não era amante do prazer. Sempre e onde quer que fosse quer se tratasse de festejar, descansar, gozar a vida – e fora assim sobretudo quando ainda era jovem - , sentia-se logo inquieto e contrariado, compelido a voltar ao mais árduo esforço, à sua sagrada e ascética obrigação cotidiana. Só este lugar o enfeitiçava, afrouxava sua vontade, fazia-o feliz.” (Morte em Veneza p.48).


Mesmo sendo um árduo defensor da conduta reta, representando o mundo, na criação, através de um olhar de ângulo reto, cru, Aschenbach, através da sua inclinação pela beleza por Tadzio, se deixa levar de tal forma que revê completamente seus conceitos; e ao cabo de uma temporada de deleite na apreciação dos traços do belo rapaz, compreende que o caminho por ele traçado nas férias em Veneza é irreversível. Ao final do romance, o austero e retido escritor morre à beira-mar, admirando o seu belo mancebo. A razão sucumbe assim ao sentimento, o racional é seduzido pelo belo. Em uma bem construída alegoria, Mann deixa claro que, apesar de toda rigidez de conduta na concepção criativa, o verdadeiro artista sempre se inclinará perante o belo, sua inspiração sempre virá da forma sensorial de entender a beleza e da sua tradução desta na criação.




BIBLIOGRAFIA


MANN, Thomas. Morte em Veneza & Tonio Kröger. 2.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

GOETHE. Os sofrimentos do jovem Werther. São Paulo: Martin Claret, 2002.

WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. São Paulo: Martin Claret, 2002.

VIDAL-NAQUET, Pierre. O mundo de Homero. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

PLATÃO. Fedro. São Paulo: Martin Claret, 2003.

HOMERO. Ilíada. São Paulo: Martin Claret, 2003.

_________. Odisséia. São Paulo: Martin Claret, 2002.

BILAC, Olavo. Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2003.

GRIMAL, Pierre. Dicionário da mitologia grega e romana. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.

BANDEIRA, Manuel. Poemas traduzidos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1992.

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